Preservativo
Os preservativos são concebidos numa borracha fínissima – o latex - que pouco ou nada altera as sensações e que permite uma protecção eficaz contra as doenças sexualmente transmissíveis e a gravidez. Deve encontrar-se dentro do prazo de validade e não devem ter estado

guardados em locais sujeitos a variações de temperatura (por exemplo, o porta-luvas do carro).
Ao serem manuseados e colocados deve ter-se cuidado com as unhas e objectos cortantes, para não haver ruptura da borracha.
O preservativo deve revestir completamente o pénis, para impedir qualquer contacto com o esperma.
Pode usar-se em conjunto com um espermicida, o que aumenta a eficácia do método. Qualquer lubrificante utilizado deve ser sempre, e só, à base de água, pois o óleo pode enfraquecer e danificar a borracha.
Tendo-se total confiança no nosso parceiro sexual e sabendo-o uma pessoa saudável, não corremos risco em termos de doenças sexualmente transmissiveis e podemos optar por outro método para evitar a gravidez.

Diafragma
Pequena tacinha de borracha que a mulher aprende a introduzir na vagina e que fica a cobrir o colo do útero, constituindo uma barreira à passagem dos espermatozóides. A eficácia contra a gravidez depende muito da forma como é colocado e deve ser o médico a perscrever e a dar informações mais específicas sobre a sua utilização.

Espermicida
Produtos químicos que se compram nas farmácias e que podem ser apresentados sob a forma de espuma, creme, óvulos, etc. destinados à destruição ou imobilização dos espermatozóides na vagina, inibindo assim a sua passagem para o útero. Usados sózinhos têm uma segurança relativa, mas se forem usados em conjunto com o diafragma ou com o preservativo oferecem uma protecção muito eficaz.
DIU – Dispositivo Intra Uterino
Pequeno aparelho em metal e/ou plástico, que é introduzido no útero e que aí permanecerá até acabar a sua validade ( 3 ou 5 anos). Poderá ser retirado antes, se a mulher decidir ter uma gravidez ou se determinadas condições de saúde assim o obrigarem. Só pode ser colocado e retirado numa consulta médica e é aconselhável uma observação ginecológica de 6 em 6 meses.

A presença do DIU altera a composição do muco cervical tornando-o mais espesso e impenetrável aos espermatozóides. De qualquer forma, se um espermatozóide conseguir ultrapassar a barreira do muco e fecundar um óvulo na trompa, a nidação do embrião no útero não é possível, porque o endométrio nestas condições não tem caracteristicas propícias a que tal aconteça. Normalmente o DIU só é aconselhado a mulheres que já tenham tido filhos. As mulheres utilizadoras de DIU têm habitualmente um fluxo menstrual mais abundante.
Pílula
Comprimido à base de hormonas sintéticas, muito semelhantes às que naturalmente são produzidas pelo organismo. A toma diária da pílula cria um nível hormonal no sangue que impede a ovulação e sem óvulo maduro é impossível engravidar-se. Deve sempre recorrer-se a uma consulta médica ou de Planeamento Familiar para que a pílula seja prescrita, pois há contra-indicações absolutas e relativas para este método, que, embora sejam pouco frequentes nas jovens, devem ser avaliadas por um técnico especializado, o qual aconselhará a pílula mais adequada.

É um método muito eficaz, cujas poucas falhas se atribuem apenas ao esquecimento de tomar a pílula, à ingestão de outros medicamentos que podem anular o seu efeito, ou à ocorrência de episódios de vómitos ou diarreia. Nestes casos, ou retomando logo a pílula quando é detectado o esquecimento, ou alertando o médico para o uso deste método se for necessário tomar outra medicação, ou ainda usando, em eventuais relações que ocorram até ao final do ciclo, outro tipo de contracepção auxiliar (o preservativo, por exemplo), as hipóteses de falhar serão mínimas.
Para além duma protecção muito eficaz e segura contra a gravidez, está provado que as pílulas actuais, com doses mínimas de hormonas, também protegem contra o aparecimento de quistos nos ovários, de lesões cancerosas no ovário e no endométrio, diminuem as dores e tensão pré-menstrual, reduzem a quantidade do fluxo e as situações de anemia, controlam a duração do ciclo tornando-o muito regular e podem trazer benefícios em situações de acne.
Dentro dos contraceptivos hormonais existem ainda os injectáveis, que só muito raramente são perscritos pelo médico, ou os implantes subcutâneos, que são umas pequeninas cápsulas, geralmente aplicadas no braço, debaixo da pele e que vão libertando as hormonas ao longo dum determinado período de tempo.
Adesivo (Patch) Trata-se de um adesivo fino, bege, que pode ser usado em quatro áreas do corpo; as nádegas, o abdómen, a parte superior do tórax (peito e costas, mas excluindo as mamas) ou parte externa do membro superior. Contém duas hormonas, o estrogénio e o pregestativo que são rapidamente libertadas através da pele para a corrente sanguínea durante 7 dias. Cada adesivo deve ser mudado semanalmente durante três semanas, seguido por uma semana "sem adesivo", quando aparece a hemorragia mensal de privação. É sempre substituído no mesmo dia da semana.
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Implante O implante é um bastonete fino que é inserido (implantado) sobre a pele, no lado interno da parte superior do braço.
Vai libertando lentamente uma hormona que evita a libertação mensal do óvulo dos ovários. Também evita que o esperma alcance o útero. A protecção contra a gravidez está garantida imediatamente, se fôr colocado durante os primeiros cinco dias da menstruação. A sua eficácia mantém-se por um período de três anos. É habitual as mulheres não terem o período durante o tempo em que têm o implante. |
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