segunda-feira, 16 de novembro de 2009

A primeira vez...



A 1ª VEZ
A primeira vez de quê? Existem muitas primeiras vezes na experiência amorosa! A primeira paixão, o primeiro beijo, a primeira carícia, a primeira vez que estão despidos à frente de alguém. A primeira relação sexual.

São muitas as expectativas ligadas à primeira vez em que vamos estar numa situação de mais intimidade com outra pessoa.
Queremos que tudo corra na perfeição, que seja o momento perfeito. Crescem inquietações, ansiedades: será que ele(a) vai gostar de mim. É importante falar sobre o que gostam o que não gostam, sobre os vossos desejos e ansiedades. Este é um caminho que deve ser vivido a dois. Uma aproximação gradual baseada na partilha de carícias e das sensações daí resultantes, é eficaz para aliviar possíveis tensões e/ou ansiedades. Experimentar, partilhar desejos e emoções aumenta o sentimento de segurança e descontracção importantes para que a intimidade vá crescendo de forma tranquila e prazenteira.
Associado à primeira vez, surge o conceito de virgindade, que pode ter várias interpretações. Se para uns ser virgem significa nunca ter tido um contacto sexual, para outros significa nunca ter tido uma relação com penetração, outros há, que atribuem o rompimento do hímen à perda da virgindade. Não existe portanto uma definição consensual do que é a virgindade, embora, aquela que é mais comummente aceite, se relacione com a existência de penetração na relação.
O hímen é uma membrana de pele muito fina que existe um pouco depois da entrada da vagina. As características deste, diferem de mulher para mulher em função do seu grau de elasticidade. Alguns hímenes sangram quando se rompem nas primeiras relações sexuais, outros, por serem mais flexíveis, alargam e não sangram. Também, se pode dar o caso de uma mulher não ter hímen ou outros casos mais complicados (mas muito mais raros) em que o hímen não tem orifício. Nestes casos, o médico realiza uma intervenção cirúrgica para que o hímen fique com uma pequena abertura para a menstruação sair.
A verdade sobre alguns mitos...
  • o tampão não tira a virgindade,
  • quem se masturba não deixa de ser virgem, mesmo que a masturbação seja a dois,
  • se a rapariga/mulher não sangrar na primeira relação sexual não significa que ele não é virgem.

Relativamente à virgindade ouvem-se ainda muitas histórias, muitas ideias feitas e tabus: existem alterações no corpo quando se perde a virgindade? A primeira relação sexual dói?

Basicamente, o corpo não se altera quando a pessoa inicia a vida sexual. Talvez te sintas diferente, mas fisicamente o teu aspecto é o mesmo. O que por vezes sucede, é que ao sentires-te diferente, comportas-te de modo diferente, podes sentir-te mais bonita(o), mais desejada(o), confiante e amada(o). É só!

Por outro lado, a primeira relação sexual não implica necessariamente dor. Os mitos acerca do rompimento do hímen, da penetração, são passados de boca em boca, de geração em geração. É claro que a precipitação, a falta de confiança, o não te sentires preparada, o medo, a ansiedade podem fazer com que os músculos da vagina fiquem mais contraídos e que não lubrifiques. Nestas circunstâncias, a relação sexual pode ser um pouco desconfortável. Quando um casal se sente preparado para ter uma relação sexual, quando sentem que chegou o momento, quando dispõem de tempo, basta deixar crescer o desejo, relaxar e desfrutar da intimidade a dois. As carícias, os gestos ternurentos, as palavras ditas com amor, podem ajudar a descontrair.

Iniciar a vida sexual é uma escolha. Uma escolha individual. E essa decisão deve ser pensada e tomada com maturidade, sejam rapazes ou raparigas. Fazer amor é partilhar emoções, sensações, é confiar, é amar, é desejar, é brincar...


Existe uma idade certa para iniciar a vida sexual?
A idade certa és tu que decides. Porém se as dúvidas e as questões “dançam” na tua cabeça é melhor parares para pensar. Não existe uma idade, uma hora ou um espaço indicado ou aconselhado. Para ti a idade certa pode ser uma, para a(o) tua/teu amiga(o) outra. Tudo depende dos teus sentimentos, do teu desejo, da tua segurança, do teu sentido de responsabilidade, da tua maturidade física e afectiva. As ideias ou os tempos das outras pessoas não te obrigam a nada. Existem, no entanto, algumas opções que deves tomar antes da decisão final:
  • falar com o teu parceiro ou parceira sobre os vossos sentimentos e desejos, para saber se uma relação sexual é um desejo de ambos ou apenas de uma das partes;
  • informares-te sobre os métodos contraceptivos e as infecções sexualmente transmissíveis;
  • decidir em conjunto quais os métodos a usar.

    Estas opções convivem com o amor e paixão e permitem que a tua primeira relação sexual seja uma experiência mais gratificante.

LEMBRA-TE, O SEXO NÃO É UMA COMPETIÇÃO, NEM DEVE SER UM JOGO OU PASSATEMPO


FAZ AMOR E NÃO APENAS SEXO


TEM SEXO SEGURO

Masturbação, o que é?



Masturbação significa acariciar, tocar ou estimular partes do corpo para obter prazer. Não são apenas os órgãos genitais que podem proporcionar prazer, existem outras partes do corpo sensíveis e agradáveis ao toque - zonas erógenas. A masturbação não tem de ser necessariamente a estimulação directa dos órgãos genitais.

A masturbação não acontece apenas na adolescência, é um comportamento que faz parte da sexualidade humana, ao longo da vida, embora na adolescência, com as alterações hormonais e a descoberta da sexualidade, este possa ser um comportamento mais frequente.

A masturbação leva ao auto-conhecimento, logo poderá contribuir para uma vivência gratificante da sexualidade.

Existem diferentes maneiras das pessoas se masturbarem, porque nem todas as pessoas apreciam os mesmos toques ou as mesmas carícias.

Durante muitos anos, e ainda hoje em certas religiões, culturas e influencias educacionais, a masturbação está repleta de mitos e falsas crenças:
  • se te masturbares ficas impotente;
  • se te masturbares não vais ter filhos;
  • se te masturbares perdes a virgindade;
  • a masturbação faz borbulhas;
  • a masturbação faz mal à saúde.
Mas, os mitos não passam disso mesmo. É importante que fiques esclarecido e que saibas que a masturbação não faz mal à saúde, não causa impotência, esterilidade ou borbulhas no rosto, e não deixas de ser virgem por te masturbares. A masturbação é uma simples e natural prática sexual, de rapazes e raparigas, homens e mulheres, explorarem e descobrirem o próprio corpo em busca de prazer.

Como colocar um Preservativo Masculino


Colocar um preservativo é muito fácil. Eis os passos que deves seguir:


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1 - Abrir o invólucro do preservativo rasgando-o suavemente, com os dedos, através de um dos cantos;

2 - Colocar o preservativo sobre a glande com o pénis em erecção, como se de um capuz se tratasse;

3 - Apertar a ponta do preservativo com os dedos, deixando espaço livre para alojamento do esperma, e desenrolá-lo até à base do pénis;

4 - Uma vez usado, e antes que o pénis deixe de estar erecto, retirar o preservativo, dar-lhe um nó, envolvê-lo num lenço de papel e deitá-lo no lixo (nunca na sanita!).

Sugestão: para te sentires mais confortável a colocar o preservativo, podes, num momento em que estejas com o pénis erecto (por exemplo quando te tiveres a masturbar), experimentar a colocá-lo, seguindo as indicações acima. Assim vais ficar mais à vontade, quando tiveres que colocar o preservativo na presença da tua namorada.

O preservativo garante 95%, a possibilidade de uma gravidez indesejada. Para tal, deve ser colocado antes de haver contacto com a vagina para não haver fuga de esperma para a vagina e assim poder ocorrer uma gravidez.

Não te esqueças também que um preservativo utiliza-se apenas uma vez!!

O preservativo é o único método contraceptivo eficaz na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DST), não deves nunca deixar de o colocar mesmo que aches incómodo a sua colocação e utilização. Trata-se de ti, da tua saúde.

LEMBRA-TE, O SEXO NÃO É UMA COMPETIÇÃO, NEM DEVE SER UM JOGO OU PASSATEMPO

FAZ AMOR E NÃO APENAS SEXO

TEM SEXO SEGURO